30 de outubro de 2012

Astrologia e Saúde

Agora são 2h32 e não consigo dormir. A impressão que tenho é a de que estou em um pesadelo, mas que tento acordar e nada acontece. Pela primeira vez, estou incomodada e preocupada. Vou contar um pouco do que me aconteceu hoje, mas não posso deixar de falar da Astrologia. 

Ontem, fiz meu primeiro contato com a equipe multidisciplinar que me acompanhará nesta jornada. Embora eu tenha convênio com o Sírio-Libanês, ficou altamente recomendado para mim - por vários e vários especialistas - que eu procurasse o hospital AC Camargo. Segundo os médicos que consultei, trata-se de um hospital cujas pesquisas se equiparam às dos EUA em matéria de câncer. Segui minha intuição, após verificar a produção acadêmica e a quantidade de depoimentos e resolvi me dirigir ao AC Camargo para uma consulta.

Antes disso, tive a felicidade de conversar com a  P., uma astróloga especialista em assuntos de saúde. Várias e várias vezes pude ver estudos dela e fiquei impressionada com sua leitura. Não vou divulgar os dados dela, a pedido, já que ela está com outros projetos, é conhecida por muitos dos meus amigos, e me atendeu exclusivamente pelo nosso contato já antigo. Mas, a moça é "porreta" em questões de saúde, sob a óptica da Astrologia. Quando tiver a oportunidade, divulgá-la-ei por aqui.

Quando entrei em contato com P., foi para informar da minha doença. Não disse o que era, só disse que estava com um problema de saúde (tudo registrado em uma conversa no facebook). Seguem os trechos da nossa "conversa" via chat do facebook, com os devidos destaques e adaptações para melhor leitura:

P: "- Olhei a progressão, trânsito e mapa da cauda do dragão.... a única coisa que eu poderia dizer da sua saúde hoje é nódulo de calcificação no seio esquerdo"

Eu: "Engraçado, né? Estou justamente com carcinoma ductal in situ em toda a mama esquerda. Mas é no esquerdo mesmo, como você sabe olhando no mapa?"

P.: " É uma técnica antiga que pouca gente conhece: pela cauda do dragão ela localiza partes do corpo e possíveis problemas"

Eu: "Terei que fazer uma cirurgia, mas estou preocupada porque estou com a Lua progredida na casa 4, em Câncer e segundo Ptolomeu não se deve fazer uma cirurgia quando a lua está no signo regente do órgão (ainda mais na casa 4, ui!)"

P:  "Olha, a única coisa aquie que está mais attention é o ascendente progredido em conjunção com caput algol... isso, em geral, é um baita medo na cabeça da pessoa, mas que não se concretiza. Ptolomeu é legalzinho, mas para medicina não funciona. Veja sua lua natal tem conjunção com Júpiter. Ela é do bem. Progredindo, ela carrega esta energia onde vai. Se ela entra em Câncer e está sem aspecto ruim, não tem como dar problemas. Espera, deixa eu ver hemorragia e anestesia no seu mapa"

Eu: "Que maravilha!"

P: "Plutão está em conjunção com o seu marte natal. Em geral, isso quer dizer cirurgia radical e que arranca pela raiz os problemas. Olha, Ana, você tem conjunção na casa 8, aqui pode ser tendência para a pessoa ter neoplasias nos seios - lua, netuno e júpiter na 8. A lua progredida vai entrar em quincúncio com eles daqui a uns 6 meses. Acredito que é quando você vai ter se livrado do problema por completo."

Eu: (explicando sobre as microcalcificações e como descobri que estava doente, blá blá blá)

P: "Olha a anestesia: Netuno de T está fazendo quadratura com o seu Netuno natal de casa 8, então, você tem é medo"

Eu: "Sim, muito!"

P: "Se houvesse T negativo de Saturno ou de Urano sobre o seu Netuno Natal eu me preocuparia. E seu Sol progredido está fazendo quincuncio exato com aquele trio da casa 8"

Eu: "Quincunce é doença... putz! Olha, na segunda-feira, terei minha consulta com um oncologista, para discutir sobre essa cirurgia. Vou ver umas datas e te passo para você olhar, ok?"

P: "Ok. A Lua progredida em Câncer está aplicando uma oposição ao Marte natal, que, por sua vez sofre conjunção do Plutão de trânsito. Isso me levaria a dizer que você vai passar por uma cirurgia de natureza feminina mesmo"

Eu: "É.. na segunda-feira, irei ao oncologista para verificar a questão da cirurgia"

P: "hum... qdo você encontrar o novo médico, me diz se ele é duro ao falar, meio seco ou pessimista, e se ele não te dá nenhuma facilidade, vai ser tudo como ele quer, quando ele quer... É que no seu caso, você tem 2 planetas na 6 que poderia representar seu curador, mas nós queremos o Plutão mal-humorado para ser seu curador, rs"

Eu: "rs... pode deixar, vou tentar encontrar um médico bem plutoniano. beijos"

E assim terminou nossa breve conversa de chat no final de semana (acho que no sábado, dia 27).

Voltando à consulta de hoje, como eu ia dizendo, acabei optando pelo AC Camargo mesmo. Minha intuição disse que seria ali que encontraria o médico tão plutoniano recomendado pela amiga P, já que minha consulta com o médico do Einsten e do Sírio-Libanês me passou uma impressão de esse médico ser muito conservador, meio delicado demais para tratar de uma doença tão agressiva.

Na consulta com o mastologista-oncologista Dr. Juan Bautista Donoso Collins, fiquei chocada. Acho que não consigo dormir tamanho o impacto que o médico me causou. Primeiramente, pelo conhecimento de causa. Só de bater o olho em duas ou três fotos de vários exames da mama, ele fez todo o diagnóstico.

Experiente, foi taxativo, incisivo

- Só mastectomia total resolve o seu caso.

Mostrou fotos, argumentou de forma incisiva, sem me dar chance de réplica. Não por falta de espaço, mas porque venceu todos os meus argumentos.

Ele reconheceu que eu havia lido muito. Cá entre nós, só não me chamou para ser sua assistente porque sou mais economista e administradora do que médica, rs...


Eu disse, assustadíssima:


- Mas, doutor, o outro oncologista me falou que um quadrante e meio daria conta do recado e depois algumas sessões de radioterapia...

Ele nem me deixou terminar:

- Minha querida (com o sotaque espanhol), "non" podemos brincar com essa doença! Se eu fizer o que você está falando, a doença volta em alguns anos, pois ela está em grau nuclear 3. Ou então, você passará meses e meses com quimioterapia e não queremos isso. Vamos tentar resolver de uma vez (Pegou um pincel e riscou os locais de onde seriam os cortes na cirurgia) para me mostrar a vantagem da mastectomia total antiga.

Chorei copiosamente, aquele choro que vinha do âmago, soluçando. "Ele veio e me disse: acredite na espiritualidade, use seu chakra frontal para emitir e receber luz. Pense em Jesus". 

Imaginei: - Hades e renascimento. Pronto, achei o médico! Médium, radical, mandão, controlador e sabe o que faz. Bateu e assoprou. É Plutão! 

E enquanto foi explicando, meu mundo foi caindo. Até então, acho que estava muito otimista, dona de mim, porque imaginei ir lá, extrair uns pedaços do tumor localizado, fazer radio e ponto final. Mas, não... vou ser inteiramente mutilada do meu lado esquerdo, sem sobra de músculo de peito. A reconstituição da minha mama será com músculo das costas.

Fiquei chocada, mas algo me diz que preciso cortar o mal pela raiz mesmo. Saí chorando do hospital, mas fui super bem acolhida pelas mocinhas de jaleco rosa e fitinha rosa afixada no bolso:

"-Câncer de mama, senhora?"

Eu: -Sim


Então venha! E lá fui eu, com uma pasta azul na mão (que significa prioridade em tudo). Um ótimo hospital, mesmo sendo um misto de atendimento público e privado. 

E me senti verdadeiramente em um País de primeiro mundo, onde você não precisa ser artista ou político para ser bem tratado e as diferentes classes são   praticamente igualadas e não estão em um hospital travestido de hotel de luxo. Ao contrário, um local de pesquisa séria, pessoas sérias.

Bom, voltando à Astrologia: após muito chorar, pensar na morte e encarar essa possibilidade, deixei um recado à minha amiga P. informando que achara o médico plutoniano, não tinha dúvidas.

Se no meu mapa ele é o curador, que seja o meu médico mesmo. Mas Plutão ainda me assusta e não estou muito bem. Ele desmoronou meu sonho de ainda ter filhos. Fez como Saturno: engoliu meus futuros filhos, pois o padrão-ouro é mastectomizar e depois fazer uso de hormonioterapia por 5 anos. Depois disso, já não terei mais idade para ter filhos, que já tinham até nomes próprios, mas que agora lhes resta o alcunha de Os filhos engolidos de Plutão. Sou cínica, como a vida está sendo comigo.

29 de outubro de 2012

Câncer de mama: mágoa?

Tenho uma amiga no Rio, a Fernanda, que considero uma bruxinha total. Mandei um email a ela, contando do meu diagnóstico, eis que recebo no meu Skype a seguinte mensagem:

"- Querida, estou com seu mapa na mão. Plutão-Lua, afinal, para mim, a doença se formou há 3 anos. Saturno fez aspecto com Plutão e com o Sol e cristalizou as mágoas anteriores. Isso faz sentido?"


Essa era uma mensagem no Skype e só fui ver mais tarde pq não estava em casa e não levei o celular. E até agora não tive tempo de falar com Fernanda, porque estou correndo muito com tudo. Só paro para o movimento catártico de escrever aqui no blog.


Mas, fez muito sentido sim... Conversando com a minha médica, ela me disse que todas as mulheres diagnosticadas com câncer de mama que passaram por ela (inúmeras) tinham um histórico muito parecido. Esse histórico era de muito sofrimento com relacionamentos terminados ou, se fosse uma mulher casada ou com algum companheiro, era, em geral, algum companheiro que a traía ou que a maltratava. Ela não transformou isso em pesquisa porque acabou direcionando sua profissão para outra linha, a da Obstetrícia. Então, o que as duas falaram me fez muito sentido.




Comecei a me lembrar de todos os meus relacionamentos, de quanta mágoa guardei, de quanto sofrimento passei sem conseguir me desvencilhar, mesmo sabendo que eram relacionamentos sem futuro. Agora que encontrei uma pessoa digna do meu amor, tudo isso acontece comigo e é tudo um pouco triste, mas temos que ir em frente.


Mágoa (má-água)...

Emoções que não são trabalhadas realmente adoecem?

Diversos estudos vêm demonstrando que as pessoas que enfrentam situações altamente estressantes com alguma dose de otimismo estão menos propensas a desenvolverem um transtorno psicossomático e, se o fazem, conseguem recuperar-se facilmente.


Dois estudos publicados em 2007, um no Jornal da Associação Médica Americana (Jama) e outro no Archives of Internal Medicine, atestam esse vínculo.



No primeiro deles, realizado com quase 1.000 pacientes na faixa dos 35 a 59 anos, vítimas de infarto com histórico de ansiedade tinham duas vezes mais risco de sofrer um novo evento cardíaco.

No segundo estudo, o psicólogo Sheldon Cohen, da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, realizou uma análise retrospectiva de artigos médicos que relacionavam emoções intensas com falhas do sistema imunológico.

A conclusão foi que o tom fortemente emotivo pode acelerar uma série de males, e isso com dados de real incidência.Há cerca de dois anos, um estudo publicado no Journal of Neuroscience por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que o estresse acumulado potencializa processos inflamatórios que podem culminar na morte de células nervosas (neurônios) em duas regiões específicas do cérebro: o hipocampo, associado à formação da memória, e o córtex frontal, responsável pelo raciocínio complexo.

Há uns dias, encontrei um site de uma psicóloga que desconheço, a Karim Klemm (www.karimklemm.com.br), mas gostei de uma tabela de associação psicossomática. Ali também confirmei as estatísticas sobre o câncer. Vejam:

Segue uma tabela com algumas doenças e os sentimentos que as desencadeiam.
  • Amigdalite : Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
  • Anorexia: Ódio ao extremo de si mesmo.
  • Apendicite: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
  • Arteriosclerose: Resistência. Recusa em ver o bem.
  • Asma: Sentimento contido, choro reprimido.
  • Bronquite: Ambiente familiar “inflamado”, Gritos e discussões.
  • Câncer: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
  • Colesterol: medo de aceitar alegria.
  • Derrame: Resistência. Rejeição a vida.
  • Diabetes: Tristeza profunda ( vida sem doçura).
  • Diarréia: Medo, rejeição, fuga (eliminar de dentro o que está ruim).
  • Dor de cabeça: Autocrítica, falta de auto valorização.
  • Enxaqueca: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
  • Fibromas: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
  • Frigidez: Medo. Negação do prazer.
  • Gastrite: Incerteza profunda. Sensação de condenação, idéias mal digeridas.
  • Hemorróidas: Medo de prazos determinados. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
  • Hepatite: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
  • Insônia: Medo, culpa.
  • Labirintite: Medo de não estar no controle.
  • Meningite: Tumulto interior. Falta de apoio.
  • Nódulo: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
  • Pele (acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
  • Pneumonia: Desespero. Cansaço da vida.
  • Pressão Alta: Problema emocionalmente duradouro e não resolvido.
  • Prisão de Ventre: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
  • Pulmões: Medo de absorver a vida.
  • Quistos: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
  • Resfriados: Confusão mental, desordem, mágoas.
  • Reumatismo: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura.
  • Rinite Alérgica: Congestão emocional. Culpa. Crença em perseguissão.
  • Rins: Crítica, desapontamento, fracasso.
  • Ronco: Teimosia, apego ao passado.
  • Sinusite: Irritação com pessoas próximas.
  • Tireóide: Humilhação.
  • Úlceras: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
  • Varizes: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Interessante, não é?

Assim, não deixe nunca que suas emoções sobrecarreguem sua alma a ponto de fazer seu corpo padecer. 

O ideal é processar as emoções de modo construtivo, realista, integrando suas emoções ao seu verdadeiro ser, à sua essência.

Pena eu ter sabido disso apenas na teoria e não ter conseguido lançar isso de forma benéfica a mim mesma na prática. 

É sempre assim. Mas, fica o meu recado aos que lerem!


Profissionais citadas:

Marize Longo Machado (Ginecologia e Obstetrícia)
Rua Sampaio Viana, 2002 - conjunto 21 - Paraíso
Fone: (11) 3884-6511
São Paulo - SP

Fernanda Chacel (astróloga)
Email: fchacel@uol.com.br


Buscar alternativas holísticas

Grande parte do meu grupo de amigos é fruto de várias buscas ligadas a religiões, espiritualidade, práticas alternativas e coisas do gênero.

Assim, a maioria dos que me conhecem, sabe que eu gosto de terapias holísticas ou alternativas, como fontes do meu bem-estar. Confesso que ultimamente me afastei muito dessas práticas, principalmente por morar em São Paulo, onde tudo é estressante e um tanto caótico.

Sempre digo que morar aqui é como viver em um país dissonante. É passar por um teste diário de autocontrole, paciência, força interior no trânsito, no condomínio, na rua. Caso contrário, você se rende - mesmo sem perceber - ao desequilíbrio emocional e físico.

Claro que há coisas e pessoas boas. Mas são praticamente imperceptíveis por terem sido engolidas pela predominância do caos urbano e energético que desalinha a tudo e a todos.

Ainda com relação à cidade, sinto que não estava tão preparada para suportá-la, muito menos usufrui-la de modo harmônico como havia planejado. Minha vida se tornou desorganizada e um pouco desequilibrada em alguns aspectos, embora muito produtiva e fértil sob outros aspectos.

Mas acho que tudo isso que relatei, essa questão do desequilibrio,  potencializou a energia da doença que estava prestes a se manifestar. Obviamente, não estou botando a culpa do meu câncer na cidade de SP. Só estou dizendo que morar aqui colaborou para o meu desequilíbrio energético e talvez tenha potencializado uma doença que, em outro contexto, não se manifestasse.

Porém, tudo se atrai. Atraímos a nossa necessidade e vice-versa. Então, não tenho nada a reclamar, só observar.

Ser portadora de câncer de mama assustou muitos dos meus amigos. Sim, porque sempre fui ligada a esse universo que trazia saúde, bem-estar e harmonia. Nesse caminho, conheci quase tudo o que existe de alternativo para gerar equilíbrio: fiz cursos, participei de eventos e vivenciei experiências em grupos de cura. E uma das coisas mais importantes é que fiz amigos nessa busca e aprendi muito com erros e enganos que também tive.

Desse modo, eu não abriria mão - ainda mais neste momento - de pesquisar e fazer uso desse conhecimento e dessa, digamos, experiência.

Acredito que qualquer processo de cura exige muita consciência. Uma doença não começa no físico, cristaliza-se no físico. E temos de atacar é a origem de tudo isso. Talvez seja o caminho mais difícil, mas é o único ligado à plenitude de uma oportunidade maravilhosa - em termos espirituais - que é ter uma doença assim tão incerta quanto à expectativa de cura.

A incerteza nos torna mais alertas, exigindo muito mais de nós. Não é como ter uma gripe, em que 7 dias de repouso bastam. Ter um carcinoma corroendo suas células é como andar na corda-bamba. Um dia você tem certeza da cura, porque a tia de uma amiga está com 90 anos e teve câncer de mama. Outro dia, você liga a TV e dá de cara com uma atriz global de 60 e poucos anos vitimada por um câncer de mama.

E aí? Qual é a certeza?

A maneira mais positiva é buscar muitas alternativas que possam assegurar um bem-estar geral e uma alegria interna de se estar fazendo tudo o que está ao seu alcance. Isso gera esperança.

Vou começar a contar, a partir das próximas postagens, as experiências que comecei a ter com as terapias alternativas.

28 de outubro de 2012

A Cura


Existe um consenso entre os especialistas de que a mulher não morre de câncer de mama, mas com câncer de mama. A causa da morte é a metástase, que leva a doença aos órgãos vitais, como o fígado, o pulmão, a coluna e o cérebro. 
Como os seios são uma região muito vascularizada, as células malignas podem seguir pelos vasos sangüíneos ou linfáticos para outras partes do corpo. Se o tumor for identificado precocemente, as chances de essas células malignas se espalharem diminui.
E pode-se falar até em cura, quando o tratamento consegue afastar de vez o risco de recidiva (a volta da doença) ou de metástase. Com a precisão cada vez maior das técnicas de diagnóstico e procedimentos mais efetivos e menos mutilantes, já é possível, sim, vencer o câncer no seio. 
“Uma célula maligna leva de sete a dez anos para se tornar um carcinoma com 1 centímetro de diâmetro”, diz o mastologista Mário Mourão Netto. Esse é o tamanho mínimo do tumor que o auto-exame das mamas ou o exame clínico, realizado pelo médico, consegue detectar.
Para encontrar tumores menores, que ainda não são palpáveis e, assim, evitar o perigo de metástase (mesmo em pequena escala), os especialistas optam pela mamografia, que consegue identificar nódulos malignos do tamanho de uma ervilha, com 5 milímetros. Trata-se de um exame recomendado para mulheres com mais idade, cujas mamas já apresentam um volume considerável de gordura, o que facilita a visualização do tumor. Para as mais jovens, que ainda não chegaram aos 40 anos, os médicos indicam a ultra-sonografia.
Estudos recentes realizados nos Estados Unidos demonstraram que a mamografia apresenta uma margem de até 15% de erro e pode acusar um falso resultado positivo para alterações mamárias benignas, como os cistos. 
“Mesmo assim, continua sendo o melhor exame para rastrear o câncer de mama em seus estágios iniciais”, diz Carmen Wolgien. Com a tecnologia de alta resolução, fica ainda mais fácil reconhecer tumores minúsculos. A OMS divulgou, no início de 2002, um comunicado atestando que a mamografia realmente pode ter prevenido 35% dos casos de morte por câncer de mama em mulheres com idades entre 50 e 69 anos.
Outro avanço nos campos do diagnóstico e do tratamento vem com a pesquisa do chamado “linfonodo sentinela”. Até meados da década passada, nas cirurgias, além da retirada do tumor maligno, os médicos faziam o “esvaziamento da axila”, ou seja, tiravam também todos os gânglios linfáticos (ou linfonodos) da região da axila. “As complicações e a baixa na qualidade de vida da paciente com tumor de mama não vinham da mastectomia em si, mas da retirada de todos os linfonodos e, com eles, de toda a defesa do braço para o resto da vida”, diz Pedro Aurélio. “Era comum, depois de analisar o material, o patologista dizer que os nódulos linfáticos não estavam afetados.”
A nova técnica para evitar uma mutilação desnecessária é simples. O oncologista injeta um corante no tumor, antes da cirurgia, e a substância migra para o primeiro linfonodo da axila. Esse linfonodo é retirado. Se estiver livre de comprometimento, não há necessidade de esvaziar a axila. “Hoje a extensão anatômica de uma mastectomia é menor”, diz Mourão Netto. “A cirurgia foi aprimorada e os médicos procuram conservar estruturas móveis da axila, como os nervos sensitivos e motores.”
A tendência é justamente oferecer às pacientes tratamentos menos agressivos, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. A reconstrução da mama, que, em determinados casos, pode ser feita imediatamente depois da mastectomia, tem apresentado resultados excelentes. Estão em estudo, também, novas drogas, com efeitos colaterais mais suaves. O objetivo, a curto prazo, é cuidar de cada mulher de acordo com as características do seu tumor. Para isso, os cientistas buscam saber mais sobre as alterações genéticas que transformam uma célula normal em uma maligna.
Uma das pesquisas que ganha força atualmente em laboratórios da Europa, dos Estados Unidos e também do Brasil é o teste que revela o perfil molecular dos tumores de mama, isto é, que indica quais genes estão em atividade e quais aqueles que, por uma razão ou por outra, encontram-se “desligados”. Os cientistas usam a técnica dos microarrays, que são lâminas de vidro com o DNA de milhares de genes vindos de tecidos normais e cancerosos. São genes de pacientes que têm um pequeno tumor, mas que ainda não apresentaram metástase. As seqüências de DNA são marcadas por fluorescência, com cores diferentes para células normais e malignas, o que ajuda a identificar os genes ativos e inativos.
Os resultados são comparados com o auxílio de métodos estatísticos. A partir daí, é possível determinar o padrão de cada tumor, saber se está relacionado a determinada manifestação do câncer e se responde aos tratamentos conhecidos. Pesquisadores dos Estados Unidos e da Holanda divulgaram, no início do ano, a conclusão preliminar de um estudo que identificou 70 genes relacionados aos tumores de mama e ao processo de evolução das células malignas. “Assim, será possível dizer à mulher se haverá metástase, se o tumor vai crescer e qual a melhor droga a ser administrada, por exemplo”, diz Sérgio Verjovski-Almeida, da USP, que coordena um dos centros de seqüenciamento de DNA ligados ao Projeto Genoma do Câncer Humano e também trabalha com microarrays.


Novas estratégias de combate


Técnicas inovadoras prometem revolucionar a batalha contra o câncer de mama
VACINA
Uma equipe de médicos liderada pelo austríaco Christoph Zielinski, da Universidade de Viena, está desenvolvendo uma vacina para o câncer de mama. Ela poderia ser usada tanto na prevenção, em mulheres com risco elevado, quanto no tratamento de tumores existentes. Começará a ser testada em um ano

ENDOSCOPIA
Os tumores poderão ser examinados com uma câmera de fibra óptica em miniatura, inserida através do mamilo até os ductos mamários. A expectativa é de que os cirurgiões possam utilizar esse tipo de sonda também para tratar o câncer de mama – o que provavelmente deve acontecer em menos de cinco anos

RADIAÇÃO DIRIGIDA
Depois da retirada de uma parte do seio, numa lumpectomia, uma sonda com cristal sensível à radioatividade é colocada diretamente no local em que estava o tumor. Esse tipo de cirurgia pode detectar as metástases ocultas, tumores inferiores a 1 milímetro que não são percebidos mesmo pelos exames mais sofisticados

EXTRAÇÃO
Em vez de uma cirurgia para tirar o tecido canceroso, os tumores poderão ser congelados ou vaporizados com raios laser ou ondas radioativas de alta freqüência por uma sonda, inserida através de uma pequena incisão no seio. A técnica já é usada para tumores de fígado. Testes para câncer de mama estão em andamento

TERAPIA VASCULAR
O objetivo é parar a gênese da multiplicação das células cancerosas, eliminando as células dos vasos sangüíneos que alimentam o tumor e facilitando a ação das drogas. Com a engenharia genética, fabricam-se proteínas capazes de se ligar ao revestimento vascular e acabar com a nutrição dos tumores. Em teste

E os projetos antes do câncer de mama? O que fazer com eles?

Casamento, viagem ao Oriente, carro novo, decoração de apartamento, novos estudos.... o que fazer com isso tudo quando você descobre que, em meio a esses projetos tão bacanas - alguns sonhados há tanto tempo, existe um mal que te consome por dentro.

O que fazer?  Desistir, persistir ou adiar?

Essa é uma questão que venho amadurecendo desde quando fiz a minha mamotomia guiada por estereotaxia (uma biópsia a vácuo, bem moderna, que não necessita internação). Pensei: se o resultado for negativo, tudo resolvido. Mas... e se o resultado for positivo?

Ponderei várias coisas. Vi que não podemos desistir de tocar nossos projetos e que estar com um câncer de mama é estar com um alerta do que se construiu no campo emocional e físico.

São reflexões profundas, que ainda estão circulando em minha mente.

A primeira das questões foi o meu casamento, marcado para o início do próximo ano. No começo, pensei em desistir de fazer tanta coisa. Parece que nada fazia mais sentido. Conversei com o meu noivo e ele achou melhor não adiarmos, pois está muito otimista com relação à minha cura. Isso me deu uma força enorme e decidi levar, não só esse "projeto", mas como todos os outros. Tenho fé e sou otimista ao pensar que terei a ajuda certa na hora certa. Por isso, não duvido. Poderei fazer tudo com calma e talvez seja essa uma das muitas lições que terei, porque sempre fui muito rápida, decidida e um tanto impaciente.

A dúvida é o inferno. O otimismo e a certeza interior é que dão o tom da realização do que pretendemos. No máximo, terá sido um caminho percorrido e que gerou um grande aprendizado.

Afinal, não há outro motivo para estarmos aqui. Aprendemos o tempo todo, sempre.

Nunca desistam de nada!

27 de outubro de 2012

Explorando mais informações sobre o câncer de mama


Entendendo o Câncer de Mama


Como é a mama?
A mama é constituída por estruturas produtoras de leite (lóbulos), ductos, que são pequenos canais que ligam os lóbulos ao mamilo; gordura, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos.
Vasos linfáticos são semelhantes aos vasos sanguíneos, só que em vez de sangue, transportam linfa, um líquido que contém células do sistema de defesa, gordura e proteínas. Ao longo dos vasos linfáticos há pequenos órgãos em forma de feijões, ou gânglios ou nódulos linfáticos ou ainda linfonodos, que armazenam glóbulos brancos chamados linfócitos. A maioria dos vasos linfáticos da mama leva a gânglios linfáticos situados nas axilas, denominados nódulos ou gânglios axilares. Se as células cancerosas atingirem esses gânglios, a probabilidade de que a doença se espalhe para outros órgãos é maior.

Sobre o câncer de mama

A maioria dos cânceres de mama começa nos ductos (carcinomas ductais), alguns têm início nos lóbulos (carcinoma lobular) e os demais nos outros tecidos.


O que causa o câncer de mama?    

O câncer de mama é causado por alterações genéticas, estas alterações podem ser estimuladas por fatores ambientais como: tabagismo, uso de hormônios (TRH – terapia de reposição hormonal), inicio da menstruarão em idade muito jovem, menopausa em idade mais tardia, menor numero de gravidez e gravidez em idade cada vez mais tardia, excesso de peso e ingestão de bebida alcoólica ou também por fatores genéticos.



Quais os principais tipos de câncer de mama?

•    Carcinoma ductal in situ – consiste em um câncer de mama em fase inicial, que a principio, não teria capacidade de desenvolver metástase

•    Carcinoma ductal invasivo – é o tipo mais comum de câncer de mama. Apresenta capacidade de desenvolver metástase

•    Carcinoma lobular invasivo – é o segundo tipo mais comum de câncer de mama e está relacionado ao risco de desenvolvimento de câncer de mama na outra mama e também ao câncer de ovário. Apresenta a possibilidade de desenvolver metástase.


Quais são os tipos de lesões pré-cancerígenas?
As lesões mamárias que predispõem a câncer de mama são:

•    Carcinoma Lobular in situ ou Neoplasia Lobular.

•    Hiperplasia ductal atípica

•    Hiperplasia lobular atípica

Homem pode ter câncer de mama?
Pode. O desenvolvimento do câncer de mama em homens está relacionado à presença de histórico de câncer na família, síndromes de predisposição genética, radioterapia em região torácica, dentre outros.

Fontes: Hospital A.C.Camargo e Grupo Rosa e Amor